Empreendedorismo e artesanato durante a pandemia.

A economia criativa já é uma realidade, sendo uma prática importantíssima para o sustento de muitos cearenses, inclusive durante o período de pandemia de Covid-19. Ela engloba atividades culturais, criativas, manuais e de capital intelectual. Segundo o “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, lançado em 2016, esse setor da economia movimenta 155,6 bilhões de reais por ano no Brasil.

Nesse contexto, a relevância econômica dessas atividades ficou bem evidenciada quando, dentre as medidas de combate ao Covid-19 e diminuição de impactos econômicos, o Governo do Ceará incluiu editais de fomento à economia criativa.

O modo de criação artesanal, somado ao ritmo cadenciado de fabricação, a diferencia do modelo industrial tradicional, possibilitando a sustentabilidade, um conhecimento maior do processo e das pessoas envolvidas na elaboração das mercadorias, conectando de forma mais afetiva empreendedor e cliente, e estes ao produto ou serviço oferecido.

A Leticia Lirian, estudante de Administração no UniFanor, artesã e proprietária do ateliê aberto Lirian (@lirian.arte), é uma das pessoas envolvidas com a economia criativa em Fortaleza, desenvolvendo acessórios e peças decorativas por meio de tecidos, retalhos e bordados.

No seu mais recente trabalho mesclou o feito à mão com a tecnologia. Durante a quarentena concebeu a arte da capa do EP Descomeço, produzido no mesmo período pelo cantautor cearense Leandro Maciel, que conta com um QR code para acessar conteúdos exclusivos gerados pelo artista, e replicou em telas a arte interativa.

“Mesmo tudo sendo feito a distância é possível perceber como as artes estão sintonizada. Isso é ‘massa’! Trabalhar com arte é satisfatório quando além do retorno financeiro, que é muito importante para manter a sustentabilidade, há essa troca de experiência entre quem produz e quem compra”, conta Leticia Lirian.

Fortalecer os negócios criativos e autorais, como o feito à mão, os movimentos culturais e a criação de conteúdo responsável, trazem efeitos econômicos positivos para o mercado local, melhorando a vida dos produtores independentes, incentivando a produção artística e cultural, além de ir contra o movimento acelerado das mega indústrias, reduzindo assim o impacto ambiental do consumo. Uma fala da artesã define bem a experiência proporcionada por essa atividade: "comprar da economia criativa local é sobre sustentabilidade, potência e afeto."

A Leticia Lirian também faz parte do grupo de estudantes que desenvolvem atividades junto ao CEI do UniFanor.

O Centro de Empreendedorismo e Inovação (CEI) do UniFanor desenvolve atividades que possibilitam ampliar o escopo de possibilidades dos nossos alunos, dando suporte com orientações e cursos sobre planejamento, gestão e tomada de decisão para os  negócios.

Conheça nossos cursos de graduação: clique aqui. 

Relacionadas